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De Goiânia ao Uruguai em um Dodge Charger 1969 – Parte 3: Espírito Santo

Hora de juntar as malas e deixar Ouro Preto rumo a Vitória-ES. O Bazolli tinha me avisado que a estrada estava ruim, cheia de buracos. Vou falar para vocês: a estrada não estava muito ruim, estava essencialmente boa. Claro, tinha um buraco ou outro, mas nada que um Dodge Charger com suspensão de tanque de guerra não enfrentasse. O que mata nesse trecho é a fila de caminhões e a total falta de pontos de ultrapassagem. Some a isso um calor digno de deserto e pronto: temos a receita de uma viagem cansativa. Sério, essa estrada entre Belo Horizonte e Vitória merecia uma pista dupla há uns 20 anos. A autonomia do Charger na estrada é pouco mais de 300 km. Isso significa que, a cada 200 km, eu paro para abastecer. O lado bom? Dá para esticar as pernas e evitar a temida pane seca, já que, no Brasil, praticamente não existe um trecho sem postos por mais de 100 km – a menos que você esteja tentando cruzar a Amazônia. Chegamos a Vitória, e aqui encontrei um novo desafio nos hotéis do...
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De Goiânia ao Uruguai em um Dodge Charger 1969 – Parte 2: Minas Gerais

Com o pé na estrada, seguimos rumo a Minas Gerais, nosso primeiro estado vizinho. A primeira parada seria em Patos de Minas. O sol estava decidido a nos assar vivos, mas chegamos no final da tarde, ainda tostados, mas inteiros. Meus pais, que vinham no Mustang, saíram de Goiânia um pouco depois de nós, mas acabamos nos encontrando no hotel no final do dia – o Mustang deve ter ar-condicionado, né? Espertinhos. Em Patos de Minas, reencontrei meus tios. Juro que foi coincidência. Rolou jantar, conversa e, claro, aquela fofoca de qualidade. No dia seguinte, saímos para explorar a cidade e atrás de uma pamonha que é tão boa quanto a feita em Goiás. O Dodge Decide Dar Trabalho Aqui começou a primeira treta mecânica da viagem: o motor de partida do Dodge estava com uma personalidade forte, funcionando quando bem entendia. Alguma treta elétrica entre o comutador e o motor de partida. Mas descobri que, com uma chave de fenda e um pouco de desespero, conseguia dar partida na base da ga...

De Goiânia ao Uruguai em um Dodge Charger 1969 – Parte 1: Preparativos

Sabe aquele tipo de pessoa para quem você faz um convite por educação, mas que, para sua surpresa (ou desespero), aceita? Pois é, eu sou desses. Durante um evento na cidade de Garibaldi-RS, meu agora novo amigo uruguaio Pablo me convidou para ir até sua terra natal participar de um encontro de carros americanos. E, claro, como bom entusiasta de decisões impulsivas, aceitei na hora. O carro foi escolhido ali mesmo, sem frescura: um Dodge Charger 1969. Afinal, se for para se meter numa aventura, que seja em grande estilo. O Charger já tinha rodado bastante e passado por algumas viagens longas, mas não sou ingênuo. Antes de pegar a estrada, demos aquele check-up de respeito: motor, pneus, câmbio, diferencial, elétrica... tudo inspecionado. Óleo trocado, junta da tampa de válvulas substituída, radiador limpo e até um ajuste no freio de estacionamento. Parecia tudo em ordem – pelo menos até onde a teimosia mecânica de um clássico permite. Como todo dono de Dodge sabe, esses carro...

Fusca parado estraga mais que rodando: A saga da manutenção em 2025

Quem tem uma quantidade considerável de carros antigos sabe bem: manter a frota em ordem é um desafio, especialmente com aqueles que quase não saem da garagem. É o caso do meu Fusca Itamar . Em 2024, ele percorreu um total de míseros 300 km . Isso, meu caro leitor, é um problema, porque, como qualquer entusiasta automotivo sabe, carro parado estraga mais do que carro rodando. Agora em 2025, estou tomando providências para que ele deixe de ser um objeto decorativo e volte a cumprir sua função sobre rodas. O primeiro passo? Trocar o óleo. Sim, mesmo com apenas 300 km rodados, o óleo já estava mais cansado do que eu numa segunda-feira de carnaval. Há quem defenda a troca a cada seis meses, mas isso pra mim é exagero — um ano tá de bom tamanho . O segundo passo foi aposentar os horríveis pneus diagonais que estavam no carro. E quando digo “horríveis”, não é exagero. Não estou falando de estética, mas de funcionalidade mesmo. O carro fica simplesmente intragável com eles. Esses ...

A Gourmetização de Lavar os Carros

Uma coisa que todo mundo que curte carros faz é lavar o carro. Seja em casa, na casa de um amigo ou num lava-jato, esse é quase um ritual obrigatório. Na minha adolescência, lavar o carro era simples: uma mangueira, um detergente qualquer, um balde e um pano ou esponja. Se a pessoa fosse muito caprichosa, ainda rolava aquela cera no final, seguida de um bom e velho "pneu pretinho". Era o ápice do luxo automobilístico. Confesso que sigo essa receita até hoje. Só que, agora que a garagem tem mais carros do que o tempo disponível para mimá-los, raramente sobra disposição para a cera ou o bendito pneu pretinho. O básico dá conta — e olhe lá! Mas aí chegaram os novos tempos, e com eles, a gourmetização das lavagens. Máquinas de pressão, xampus com fórmulas mais complexas que cosméticos de salão, panos de microfibra, ceras líquidas, sprays que prometem devolver o brilho da alma do carro. E, claro, o tal do detalhamento . Esse termo, para mim, soa como a definição de um hobby ...

2025: Celebrando 12 Anos de Motores e Emoções no Autódromo

Às vezes eu me pego pensando: por que diabos eu não documentava as coisas direito na época? Hoje, só me restam memórias e uma ou outra foto de qualidade questionável. E falando em memórias, meu primeiro track day foi em 2012, com nada menos que um Buick Wildcat 65 . Sim, é exatamente esse carro nessa foto de baixa qualidade. Um carro incrível, mas que deixou suas marcas... ou melhor, rachaduras. Sim, nesse dia épico, o Buick ganhou dois trincados no para-brisa por conta da torção da carroceria. E adivinha? Essas rachaduras estão lá até hoje, como tatuagens de guerra. O tempo de volta? Uma eternidade de 2’10” — mas quem liga? A glória era minha, e só minha. De lá pra cá, já perdi a conta de quantos carros eu joguei no asfalto do autódromo. De Stock Light V8 a Cadillac Eldorado , passando por Mustang Bullitt , Mustang Mach 1 , Del Rey , Honda Civic SI , Chevrolet Monza , Sandero RS , Mitsubishi Lancer , Corsa de corrida , e até um Peugeot 2008 . Não importa o carro — se tem quatro ...

Melhorias no Opalão

Já faz um bom tempo que estou dando aquele trato no Opalão . Ele é meu parceiro fiel há nada menos que 25 anos. O problema de ser um amante de carros (e de acumular uma pequena frota) é que todos, sem exceção, têm alguma coisinha para arrumar. É como uma creche mecânica: quando você resolve o problema de um, o outro começa a chorar. O Opala, por exemplo, estava com uns probleminhas clássicos de carro que não gosta de ficar parado: cabo do capô quebrado e um farol queimado. Felizmente, hoje esses dramas foram resolvidos. Ponto para a minha paciência (e para a loja de autopeças mais próxima). Apesar dos reparos, o Opalão ainda está em fase probatória. A ideia é ousada: uma viagem até o Nordeste com ele. Ainda não defini datas, nem roteiro, nem as cidades, nem os estados. Ou seja, a viagem é um sonho para o ano que vem, mas até lá vamos nos contentando com pequenas escapadas e muitos rolês aqui por Goiânia mesmo. E quer saber? O carro continua uma delícia de dirigir, daquele tipo q...