Hora de juntar as malas e deixar Ouro Preto rumo a Vitória-ES. O Bazolli tinha me avisado que a estrada estava ruim, cheia de buracos. Vou falar para vocês: a estrada não estava muito ruim, estava essencialmente boa. Claro, tinha um buraco ou outro, mas nada que um Dodge Charger com suspensão de tanque de guerra não enfrentasse. O que mata nesse trecho é a fila de caminhões e a total falta de pontos de ultrapassagem. Some a isso um calor digno de deserto e pronto: temos a receita de uma viagem cansativa. Sério, essa estrada entre Belo Horizonte e Vitória merecia uma pista dupla há uns 20 anos. A autonomia do Charger na estrada é pouco mais de 300 km. Isso significa que, a cada 200 km, eu paro para abastecer. O lado bom? Dá para esticar as pernas e evitar a temida pane seca, já que, no Brasil, praticamente não existe um trecho sem postos por mais de 100 km – a menos que você esteja tentando cruzar a Amazônia. Chegamos a Vitória, e aqui encontrei um novo desafio nos hotéis do...
Com o pé na estrada, seguimos rumo a Minas Gerais, nosso primeiro estado vizinho. A primeira parada seria em Patos de Minas. O sol estava decidido a nos assar vivos, mas chegamos no final da tarde, ainda tostados, mas inteiros. Meus pais, que vinham no Mustang, saíram de Goiânia um pouco depois de nós, mas acabamos nos encontrando no hotel no final do dia – o Mustang deve ter ar-condicionado, né? Espertinhos. Em Patos de Minas, reencontrei meus tios. Juro que foi coincidência. Rolou jantar, conversa e, claro, aquela fofoca de qualidade. No dia seguinte, saímos para explorar a cidade e atrás de uma pamonha que é tão boa quanto a feita em Goiás. O Dodge Decide Dar Trabalho Aqui começou a primeira treta mecânica da viagem: o motor de partida do Dodge estava com uma personalidade forte, funcionando quando bem entendia. Alguma treta elétrica entre o comutador e o motor de partida. Mas descobri que, com uma chave de fenda e um pouco de desespero, conseguia dar partida na base da ga...