Pular para o conteúdo principal

Fusca parado estraga mais que rodando: A saga da manutenção em 2025

Quem tem uma quantidade considerável de carros antigos sabe bem: manter a frota em ordem é um desafio, especialmente com aqueles que quase não saem da garagem. É o caso do meu Fusca Itamar. Em 2024, ele percorreu um total de míseros 300 km. Isso, meu caro leitor, é um problema, porque, como qualquer entusiasta automotivo sabe, carro parado estraga mais do que carro rodando.

Agora em 2025, estou tomando providências para que ele deixe de ser um objeto decorativo e volte a cumprir sua função sobre rodas. O primeiro passo? Trocar o óleo. Sim, mesmo com apenas 300 km rodados, o óleo já estava mais cansado do que eu numa segunda-feira de carnaval. Há quem defenda a troca a cada seis meses, mas isso pra mim é exagero — um ano tá de bom tamanho.

O segundo passo foi aposentar os horríveis pneus diagonais que estavam no carro. E quando digo “horríveis”, não é exagero. Não estou falando de estética, mas de funcionalidade mesmo. O carro fica simplesmente intragável com eles. Esses pneus entraram em cena como uma solução temporária há... seis anos. Temporário, claro, no melhor estilo “vai ficando até o dia que der”.

O Fusca Itamar, última fornada dos Fuscas brasileiros, originalmente vinha com pneus radiais. Infelizmente, achar pneus radiais nas medidas originais hoje é quase uma missão impossível, algo digno de Tom Cruise. A solução foi optar pelos pneus Nankang 165/80R15, que têm medidas semelhantes e não vão me deixar na mão — ou na roda.

Ah, e já que estamos no assunto, vale uma opinião pessoal. Gosto é igual farol de Fusca: cada um tem o seu. Embora eu ache interessante o visual, não curto Fusca baixo nem com rodas largas. Mas, como dizem por aí: viva a diversidade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mopar UAI 2023

O universo Mopar é uma caixinha de surpresas, sempre trazendo algo único para os apaixonados pela marca. Nos Estados Unidos, temos o lendário Mopar Nationals , aquele evento que já está na minha lista de coisas a fazer antes de morrer. Mas, acredite ou não, o Brasil também tem suas joias Moparianas: o Mopar Nationals Brasil , em São Paulo; o Mopar Centro-Oeste , ali em Brasília, meu quintal; e, por último, o recém-chegado e já queridinho Mopar UAI . Se você não sabe, os mineiros adoram imitar os goianos. Eles já tentaram roubar o UAI , o pão de queijo e até o truco (spoiler: não conseguiram). Só de vingança, nós tomamos o título de maiores amantes de pequi deles. Porque, convenhamos, quando o assunto é pequi, todo mundo acha que Goiás é o rei. Mas, na verdade, Minas Gerais leva o troféu. Vai entender... Agora, voltando ao UAI . Essa expressão icônica, que agrada gregos mineiros e goianos, não poderia ser um nome melhor para um evento que respira Mopar. Tive o prazer de participar ...

De Goiânia ao Uruguai em um Dodge Charger 1969 – Parte 2: Minas Gerais

Com o pé na estrada, seguimos rumo a Minas Gerais, nosso primeiro estado vizinho. A primeira parada seria em Patos de Minas. O sol estava decidido a nos assar vivos, mas chegamos no final da tarde, ainda tostados, mas inteiros. Meus pais, que vinham no Mustang, saíram de Goiânia um pouco depois de nós, mas acabamos nos encontrando no hotel no final do dia – o Mustang deve ter ar-condicionado, né? Espertinhos. Em Patos de Minas, reencontrei meus tios. Juro que foi coincidência. Rolou jantar, conversa e, claro, aquela fofoca de qualidade. No dia seguinte, saímos para explorar a cidade e atrás de uma pamonha que é tão boa quanto a feita em Goiás. O Dodge Decide Dar Trabalho Aqui começou a primeira treta mecânica da viagem: o motor de partida do Dodge estava com uma personalidade forte, funcionando quando bem entendia. Alguma treta elétrica entre o comutador e o motor de partida. Mas descobri que, com uma chave de fenda e um pouco de desespero, conseguia dar partida na base da ga...

Melhorias no Opalão

Já faz um bom tempo que estou dando aquele trato no Opalão . Ele é meu parceiro fiel há nada menos que 25 anos. O problema de ser um amante de carros (e de acumular uma pequena frota) é que todos, sem exceção, têm alguma coisinha para arrumar. É como uma creche mecânica: quando você resolve o problema de um, o outro começa a chorar. O Opala, por exemplo, estava com uns probleminhas clássicos de carro que não gosta de ficar parado: cabo do capô quebrado e um farol queimado. Felizmente, hoje esses dramas foram resolvidos. Ponto para a minha paciência (e para a loja de autopeças mais próxima). Apesar dos reparos, o Opalão ainda está em fase probatória. A ideia é ousada: uma viagem até o Nordeste com ele. Ainda não defini datas, nem roteiro, nem as cidades, nem os estados. Ou seja, a viagem é um sonho para o ano que vem, mas até lá vamos nos contentando com pequenas escapadas e muitos rolês aqui por Goiânia mesmo. E quer saber? O carro continua uma delícia de dirigir, daquele tipo q...