Às vezes eu me pego pensando: por que diabos eu não documentava as coisas direito na época? Hoje, só me restam memórias e uma ou outra foto de qualidade questionável. E falando em memórias, meu primeiro track day foi em 2012, com nada menos que um Buick Wildcat 65. Sim, é exatamente esse carro nessa foto de baixa qualidade. Um carro incrível, mas que deixou suas marcas... ou melhor, rachaduras.
Sim, nesse dia épico, o Buick ganhou dois trincados no para-brisa por conta da torção da carroceria. E adivinha? Essas rachaduras estão lá até hoje, como tatuagens de guerra. O tempo de volta? Uma eternidade de 2’10” — mas quem liga? A glória era minha, e só minha.
De lá pra cá, já perdi a conta de quantos carros eu joguei no asfalto do autódromo. De Stock Light V8 a Cadillac Eldorado, passando por Mustang Bullitt, Mustang Mach 1, Del Rey, Honda Civic SI, Chevrolet Monza, Sandero RS, Mitsubishi Lancer, Corsa de corrida, e até um Peugeot 2008. Não importa o carro — se tem quatro rodas e um motor, eu coloco pra correr. Cada um com sua personalidade, sua birra, seu temperamento único. Mas todos com uma coisa em comum: me fizeram sorrir como uma criança com um pacote de figurinhas novo.
Agora, 2025 traz um pequeno contratempo: nosso autódromo entrará em reforma. Isso significa que só voltaremos a queimar pneus por aqui lá pro final do ano. Ou... eu posso me aventurar em outra pista, em outra cidade. O que, convenhamos, seria um baita pretexto para novas histórias.
Vamos ver o que o futuro reserva. Mas uma coisa é certa: enquanto houver pista e coragem, estarei lá.








Comentários
Postar um comentário