Hora de juntar as malas e deixar Ouro Preto rumo a Vitória-ES. O Bazolli tinha me avisado que a estrada estava ruim, cheia de buracos. Vou falar para vocês: a estrada não estava muito ruim, estava essencialmente boa. Claro, tinha um buraco ou outro, mas nada que um Dodge Charger com suspensão de tanque de guerra não enfrentasse. O que mata nesse trecho é a fila de caminhões e a total falta de pontos de ultrapassagem. Some a isso um calor digno de deserto e pronto: temos a receita de uma viagem cansativa. Sério, essa estrada entre Belo Horizonte e Vitória merecia uma pista dupla há uns 20 anos. A autonomia do Charger na estrada é pouco mais de 300 km. Isso significa que, a cada 200 km, eu paro para abastecer. O lado bom? Dá para esticar as pernas e evitar a temida pane seca, já que, no Brasil, praticamente não existe um trecho sem postos por mais de 100 km – a menos que você esteja tentando cruzar a Amazônia. Chegamos a Vitória, e aqui encontrei um novo desafio nos hotéis do...
Histórias e descobertas pelas estradas do mundo