O ano de 2024 está quase acabando.
Aqui estou eu, no dia 30/12/2024, no escritório, aproveitando o horário de almoço para filosofar sobre a vida... e sobre a estrada, claro. Entre uma obrigação e outra, minha cabeça já deu uma escapada para aquele horizonte infinito. É inevitável: são anos fugindo para a estrada sempre que posso.
Eu amo meu trabalho, mas sejamos honestos: obrigação é bem diferente de exploração. Se na minha profissão eu pudesse fazer só o que amo, não estaria estudando como atender as últimas exigências do governo. Estaria, sei lá, explorando o mundo com um bloco V8 roncando no fundo.
Mas voltemos ao que importa: o destino está traçado. No mês que vem, embarco para o Uruguai. Convidei alguns amigos, outros vou encontrar pelo caminho. Quem sabe por quanto tempo meu espírito vai manter essa vontade de rodar? Mas, enquanto eu tiver saúde e gasolina no tanque, que venham as estradas.
Minha garagem é meu pequeno paraíso, cheia de sonhos sobre rodas. E não tem dessa de "carro de enfeite": todos eles já enfrentaram aventuras, de rolês aleatórios na cidade a viagens internacionais, passando por track days nos autódromos. Não consigo esconder: sou um apaixonado por motores. Mas é quando o motor encontra a estrada que o coração acelera de verdade.
E falando em viagem, a próxima já está batendo na porta. O Dodge Charger 69 está quase pronto. É meu parceiro fiel, embora às vezes pareça gostar mais de me desafiar do que de cooperar. Nesse ponto, meu grande amigo (e mecânico) João Macedo é o verdadeiro anjo da guarda. Convidei ele para uma etapa da viagem, mas ele respondeu com um sorriso que dizia: Se precisar, me liga.
Agora só falta regular a altura dos faróis — que ainda estão ajustados para iluminar os pés dos passarinhos — e a correia do alternador, que insiste em soltar depois de 200 ajustes. Mas vai ficar tudo certo — ou assim espero. Se não ficar, eu e a chave inglesa já temos uma relação íntima.
Então, se você cruzar com um Dodge Charger 69 rasgando as estradas do Brasil ou do Uruguai nos próximos meses, as chances de ser eu são grandes. Pode parar, me chamar para um café ou contar umas boas histórias. Adoro histórias. Muito mesmo. Só não espere que eu ajuste a correia no meio da prosa.


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