Pular para o conteúdo principal

Mopar UAI 2023

O universo Mopar é uma caixinha de surpresas, sempre trazendo algo único para os apaixonados pela marca. Nos Estados Unidos, temos o lendário Mopar Nationals, aquele evento que já está na minha lista de coisas a fazer antes de morrer. Mas, acredite ou não, o Brasil também tem suas joias Moparianas: o Mopar Nationals Brasil, em São Paulo; o Mopar Centro-Oeste, ali em Brasília, meu quintal; e, por último, o recém-chegado e já queridinho Mopar UAI.

Se você não sabe, os mineiros adoram imitar os goianos. Eles já tentaram roubar o UAI, o pão de queijo e até o truco (spoiler: não conseguiram). Só de vingança, nós tomamos o título de maiores amantes de pequi deles. Porque, convenhamos, quando o assunto é pequi, todo mundo acha que Goiás é o rei. Mas, na verdade, Minas Gerais leva o troféu. Vai entender...

Agora, voltando ao UAI. Essa expressão icônica, que agrada gregos mineiros e goianos, não poderia ser um nome melhor para um evento que respira Mopar. Tive o prazer de participar da edição 2023 e, olha, foi sensacional!

O Evento

Organizado pelo Chrysler Clube Minas Gerais, o Mopar UAI dura um dia inteirinho. E que dia! O formato é tão bom que dá vontade de tatuar no braço. Funciona assim: paga-se uma taxa de entrada, que inclui o uso do espaço, comida e bebida à vontade. Sem público curioso, só gente que entende do riscado. O local? Um autódromo em Belo Horizonte. Achei simplesmente perfeito. Um evento na medida certa para quem tem gasolina nas veias.

A Máquina da Vez

Minha escolha para a viagem foi o Plymouth Cuda 1973. Com o motor V8 340, é, de longe, o meu V8 antigo mais econômico. Só tem um probleminha: o porta-malas é uma piada. Mal cabem minhas ferramentas. Mas, de resto, é impecável na estrada.

A Viagem

Foram apenas 1.000 km entre Goiânia e Belo Horizonte – moleza, né? Escolhi passar por Araxá, porque gosto da cidade (quem não gosta?). A estrada, porém, não colaborou. Com tantos remendos, o capô do Cuda bateu tanto nos paralamas que trincou a pintura. Lamentável. Chegamos à noite em BH, mas a recepção foi calorosa, com direito a carros incríveis e aquela dose saudável de mentiras nas conversas. Obrigado ao Bazolli e sua turma!

O Grande Dia

O evento foi tudo o que sonhamos e mais um pouco: amigos, exposição de carros, arrancadas e burnouts. Só tinha gente apaixonada por Mopar – zero curiosos tirando selfies. Falando em arrancadas, meu amigo Marcelo Ração me desafiou para uma disputa com sua Dakota. Eu devia ter recusado, afinal, vim de longe e merecia um descanso. Mas vocês me conhecem... pista livre, coração aberto. E contrariando as expectativas, dessa vez levei a melhor!

Aprovado com Louvor

Por alguma estranha razão eu fui agraciado com um prêmio de desque. Eu gostaria de agradecer a todos os organizadores. Pra mim foi tudo impecável: estrada, pista e a certeza que conheci novos amigos tão apaixonados por carro como eu.

O Mopar UAI está mais que aprovado! Para quem quiser participar, a boa notícia é que o evento é bienal. Em 2025, a data já está reservada: dia 19/04 (sábado). E sim, na sexta é feriado, então ninguém vai precisar matar dia de trabalho. Sem desculpas, hein? E até onde eu sei, só participa do evento quem faz reserva antes, então nada de chegar na porta do evento querendo entrar. Dito tudo isso: SÓ BORA!!!

Curta na íntegra o que aconteceu em 2023

Quer saber mais sobre o evento e o Chrysler Clube de Minas Gerais? Clique aqui.

A volta foi super tranquila. Saímos cedo e de noite já estávamos no aconchego do lar. Ah, e pra quem ainda não sabe o que significa UAI, aqui vai a tradução universal: Um Amor Incondicional. Por isso a gente fala tanto!

Comentários

  1. O Marcio ja faz parte da familia Mopar Uai devido a sua satisfação em participa e amar a marca como nós! Obrigado por engrandecer o nosso querido evento e tomara que ele contagie sempre mais moparzeiros assim como você! Abraço e lhe esperamos sempre amigo Marcio! Ass.: Bazolli

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Grande Bazolli. Nos veremos em breve! E no próximo Mopar UAI iremos de Challenger.

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

De Goiânia ao Uruguai em um Dodge Charger 1969 – Parte 1: Preparativos

Sabe aquele tipo de pessoa para quem você faz um convite por educação, mas que, para sua surpresa (ou desespero), aceita? Pois é, eu sou desses. Durante um evento na cidade de Garibaldi-RS, meu agora novo amigo uruguaio Pablo me convidou para ir até sua terra natal participar de um encontro de carros americanos. E, claro, como bom entusiasta de decisões impulsivas, aceitei na hora. O carro foi escolhido ali mesmo, sem frescura: um Dodge Charger 1969. Afinal, se for para se meter numa aventura, que seja em grande estilo. O Charger já tinha rodado bastante e passado por algumas viagens longas, mas não sou ingênuo. Antes de pegar a estrada, demos aquele check-up de respeito: motor, pneus, câmbio, diferencial, elétrica... tudo inspecionado. Óleo trocado, junta da tampa de válvulas substituída, radiador limpo e até um ajuste no freio de estacionamento. Parecia tudo em ordem – pelo menos até onde a teimosia mecânica de um clássico permite. Como todo dono de Dodge sabe, esses carro...

De Goiânia ao Uruguai em um Dodge Charger 1969 – Parte 2: Minas Gerais

Com o pé na estrada, seguimos rumo a Minas Gerais, nosso primeiro estado vizinho. A primeira parada seria em Patos de Minas. O sol estava decidido a nos assar vivos, mas chegamos no final da tarde, ainda tostados, mas inteiros. Meus pais, que vinham no Mustang, saíram de Goiânia um pouco depois de nós, mas acabamos nos encontrando no hotel no final do dia – o Mustang deve ter ar-condicionado, né? Espertinhos. Em Patos de Minas, reencontrei meus tios. Juro que foi coincidência. Rolou jantar, conversa e, claro, aquela fofoca de qualidade. No dia seguinte, saímos para explorar a cidade e atrás de uma pamonha que é tão boa quanto a feita em Goiás. O Dodge Decide Dar Trabalho Aqui começou a primeira treta mecânica da viagem: o motor de partida do Dodge estava com uma personalidade forte, funcionando quando bem entendia. Alguma treta elétrica entre o comutador e o motor de partida. Mas descobri que, com uma chave de fenda e um pouco de desespero, conseguia dar partida na base da ga...

De Goiânia ao Uruguai em um Dodge Charger 1969 – Parte 3: Espírito Santo

Hora de juntar as malas e deixar Ouro Preto rumo a Vitória-ES. O Bazolli tinha me avisado que a estrada estava ruim, cheia de buracos. Vou falar para vocês: a estrada não estava muito ruim, estava essencialmente boa. Claro, tinha um buraco ou outro, mas nada que um Dodge Charger com suspensão de tanque de guerra não enfrentasse. O que mata nesse trecho é a fila de caminhões e a total falta de pontos de ultrapassagem. Some a isso um calor digno de deserto e pronto: temos a receita de uma viagem cansativa. Sério, essa estrada entre Belo Horizonte e Vitória merecia uma pista dupla há uns 20 anos. A autonomia do Charger na estrada é pouco mais de 300 km. Isso significa que, a cada 200 km, eu paro para abastecer. O lado bom? Dá para esticar as pernas e evitar a temida pane seca, já que, no Brasil, praticamente não existe um trecho sem postos por mais de 100 km – a menos que você esteja tentando cruzar a Amazônia. Chegamos a Vitória, e aqui encontrei um novo desafio nos hotéis do...